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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Museu Amazônico realiza projeto relacionado ao Parque Tecnológico.

O Museu Amazônico (inaugurado em 1991) está entre os setores da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) que compõe o Parque Tecnológico para Inclusão Social, atuando no apoio à pesquisa, ao ensino e à extensão em áreas fundamentais para o conhecimento da Amazônia e de suas culturas.


Contando com três municípios participantes (Manaus, Parintins e Itacoatiara), o projeto "Fazendo Cultura e Arte", financiado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, tem como objetivo desenvolver a promoção dos saberes tradicionais dos artesãos por meio de processos de criação e reprodução desse conhecimento, que é alcançado através da elaboração de novos produtos artísticos, essencialmente indígenas e populares.


Os produtos desenvolvidos (inspirados em objetos de acervo do próprio Museu) envolvem materiais e técnicas diversas como trançado, cerâmica e madeira, relacionados com o passado das populações locais amazônicas. 

Por meio do desenvolvimento de novos produtos há a possibilidade de geração de renda para os artesãos, e inclusive a contribuição para desenvolver tecnologias sociais que poderão se adequar às necessidades das próprias populações envolvidas no projeto.

Considerando a importância dessas manifestações, o projeto também contempla a criação ou revitalização de centros de referências culturais nestas cidades, com a finalidade de promover cursos de capacitação de pessoas, produção de pesquisa, autogestão e sustentabilidade de atividades culturais.

Por Afrânio Gomes e Thamires Clair

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Criação de Parque Tecnológico na UFAM atingirá 800 comunidades do interior do Estado.


Um convênio assinado entre a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) proporcionará a criação e implantação do Parque Tecnológico para Inclusão Social, que focará na geração de renda para as populações locais, estimulando a produção técnico-científica, a difusão e socialização de saberes, permitindo o intercâmbio entre os diversos atores sociais que compõem a sociedade.

A criação do Parque, o primeiro do país a mesclar excelência acadêmica e compromisso social, tem como objetivo incentivar o aprendizado em todas as áreas do conhecimento por meio do ensino, da pesquisa e da extensão, contribuindo para a formação de cidadãos e o desenvolvimento da Amazônia. O projeto permitirá aos grupos participantes replicar e aplicar suas ações, que de outra forma não teriam condições. As ações do parque atingirão 800 comunidades do interior do Estado, das quais 500 são indígenas.

O Parque Tecnológico vai inserir a tecnologia social na universidade, assegurando a importância da busca da excelência acadêmica e do compromisso social na instituição. Ele será constituído por uma rede para o desenvolvimento de ações integradas de pesquisa e extensão tecnológicas (tecnologias sociais, técnicas e socialmente apropriadas) voltadas para a inclusão social do meio urbano e nas comunidades ribeirinhas.


Dessa forma, as comunidades ribeirinhas, inclusive as indígenas, poderão se apropriar de conhecimento tecnológico para a produção e comercialização de produtos advindos da biodiversidade. Assim, o projeto incorporará a visão de mundo desses povos, sem perder de vista o crescimento econômico. E ainda cuidar de duas questões que se destacam pela urgência para a vida das populações indígenas: saúde e educação.


Por Afrânio Gomes e Thamires Clair